MADRI, 12 de nov de 2004 às 13:20
A Associação de Vítimas do Aborto (AVA), denunciou que o governo espanhol não cumpriu com o estabelecido na atual legislação sobre aborto provocado, impedindo às mulheres que optam por seguir com sua gravidez de terem possibilidades para fazê-lo.
O decreto sustenta que “os profissionais sanitários terão que informar às solicitantes (de interrupções voluntárias da gravidez) da existência de medidas de assistência social e de orientação familiar que possa lhes ajudar”.
A Presidenta do AVA, Carmina García-Valdés, advertiu que frente a gravidez, a única alternativa proposta pelo ministério da saúde é o aborto. Além disso, advertiu que em Madri existe “um silêncio nos meios de comunicação e institucional quase total” ao trabalho desempenhado por associações civis que facilitam o direito das mulheres a outras alternativas ao aborto provocado.
“Os médicos e pessoal administrativo dos hospitais não sabem onde enviar a uma mulher com problemas em sua gravidez”, sustentou.
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Deste modo destacou que devido ao desamparo do Estado e do desvio de recursos públicos para fomentar o aborto e a pílula do dia seguinte(AOE) as mulheres que desejam seguir adiante com sua gravidez encontram sérias dificuldades para fazê-lo.
"Só se conhece o que terá que fazer para abortar, mas estas medidas não ajudam à saúde física e psíquica da mulher absolutamente”, destacou.
Conforme se sabe, o Governo subsidia a Federação de Planejamento Familiar Espanhol (FPFE), que promove o aborto e recebe dinheiro diretamente das clínicas de aborto espanholas, não apoiando eqüitativamente às mães que desejam ter um filho.
Diante do vazio pela falta de apoio do Ministério da Saúde e do Governo espanhol, as mulheres com problemas em sua gravidez podem receber ajuda e assessoramento nas seguintes associações e fundações localizadas em Madri: Fundação Vida, Fundação Madrinha, Grupo Pró-vida, ADEVIDA, Evagelium Vitae, Associação Pró-vida de Alcalá de Henares, Fundação Desenvolvimento e Pessoa, Grupo Pró-vida e Unidos pela Vida.