31 de mar de 2025 às 10:20
A Caminhada pela Vida aconteceu no sábado (29) em 12 cidades de Portugal: Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Funchal, Guarda, Lamego, Lisboa, Porto, Santarém e Viseu. O evento, promovido pela Federação Portuguesa pela Vida (FPV), foi uma manifestação em defesa de todas as vidas, principalmente os mais vulneráveis.
O vice-presidente da FPV, António Pinheiro Torres disse à Agência Ecclesia, da Conferência Episcopal Portuguesa, que a caminhada teve uma importância maior no atual contexto pré-eleitoral em Portugal. O país terá eleições legislativas antecipadas no dia 18 de maio, depois da dissolução do Parlamento, por causa da queda do governo do primeiro-ministro Luís Montenegro, devido a um caso de conflito de interesses.
“E até neste contexto agora pré-eleitoral, especialmente importante, que as ruas se encham de pessoas a dizer aos políticos e ao governo que nós necessitamos que a vida humana seja protegida e seja amparada”, disse António Pinheiro Torres.
O organizador-geral da caminhada, José Seabra Duque, pediu que na nova legislatura seja revogada a lei da eutanásia e que não seja alargado o prazo para o aborto. Ele também exigiu “medidas de apoio concretas às grávidas em dificuldades”.
Seabra Duque disse à Rádio Renascença que gostaria “de ouvir todos os partidos a pronunciar-se sobre estes temas” e que “a defesa da vida fosse uma causa transversal a todos os partidos”.
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“Enquanto houver uma mulher que aborta porque não tem quem a apoie, nós continuaremos a sair à rua”, disse.
Os manifestantes saíram às ruas das 12 cidades com cartazes e entoando cânticos em defesa da vida. “Sempre pela vida” e “Vida sim, aborto não” eram algumas das frases pronunciadas pelos participantes.
Em Lisboa, a caminhada saiu da saiu da Praça Luís de Camões e terminou em frente à Assembleia da República. Contou com grande participação de jovens, característica observada também em outras cidades, como no Porto, onde a caminhada foi da Sé até a Ribeira.
“Na minha idade não há muito que eu possa fazer, não sou política. Mas posso marcar a minha posição estando aqui presente", disse à Renascença a jovem Madalena Dias. "É importante defender a vida de todas as maneiras possível", acrescentou.
A Caminhada pela Vida em Portugal começou no contexto dos referendos do aborto, em 2012. Desde então, acontece anualmente, no início da primavera.