1 de abr de 2025 às 10:43
O bispo emérito da Guarda, Portugal, dom Manuel Felício, vai ser missionário em Angola, na África. Ele vai reativar o Centro de Espiritualidade da Missão Dom João de Oliveira Matos, em Kilenda, diocese de Sumbe.
“Após consulta às instâncias pertinentes para o efeito, nomeadamente o Colégio de Consultores e a Coordenadora Geral dos Servos Internos da Liga dos Servos de Jesus, comunico com alegria o apoio institucional da diocese e da mesma Liga ao projeto missionário que o nosso bispo emérito, dom Manuel Felício deseja abraçar a partir do próximo mês de abril”, disse o bispo da Guarda, dom José Miguel Pereira, em um comunicado.
Dom Manuel Felício, 77 anos, foi bispo da Guarda por 20 anos e teve seu pedido de renúncia por idade aceito pelo papa Francisco em dezembro de 2024. O bispo emérito disse ao jornal ‘A Guarda’ que vai continuar ligado à diocese portuguesa, em sintonia com o novo bispo, dom José Miguel Pereira.
O local onde dom Manuel será missionário, o Centro de Espiritualidade da Missão Dom João de Oliveira Matos, foi construído na paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Kilenda, pela Liga dos Servos de Jesus, uma associação pública de fiéis que têm como deveres a procura da perfeição espiritual, da reparação e desagravo, da oração pela Igreja e da dedicação ao apostolado.
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O complexo começou a funcionar em 2011. Segundo o jornal ‘A Guarda’, conta com uma casa residencial, uma casa para jovens vocacionadas e uma escola com quatro salas e capacidade para 200 alunos. O centro foi fechado como medida de combate à pandemia de covid-19, mantendo só o funcionamento da escola.
Segundo o bispo da Guarda, dom José Miguel, em sua missão, dom Manuel Felício “dinamizará a formação de agentes pastorais e a oferta de retiros e outras formas de oração e promoção da espiritualidade”.
“A vitalidade e o ânimo interior com que dom Manuel Felício se abre ao sopro do Espírito guiem-no nesta missão”, diz o bispo da Guarda. “Para a diocese, é um sinal e uma oportunidade muito real de esperança, podendo constituir-se um impulso para uma renovação missionária da nossa Igreja diocesana”.
Para ele, “a reativação de uma base permanente em Angola, com dinamismo espiritual e apostólico, poderá favorecer o aparecimento de iniciativas missionárias e partilha entre Igrejas”.